Devemos ter objetivos?

A crença na eficácia dos objetivos Frequentemente, acreditamos que, para alcançarmos a excelência e todo o nosso potencial, é importante fazermos incidir um foco de luz implacável em direção aos nossos objetivos. Em geral, dizem-nos também: “Estabelece bons objetivos, se queres obter bons resultados.” Percebe-se muito bem esta ideia. E não há dúvida de que […]

Porque existe corrupção?

A corrupção não é o que habitualmente gostamos de pensar que ela é, quando estamos à mesa de um café com amigos, a trocar opiniões. Por vezes, para resolver um problema e encontrar uma resposta satisfatória, temos de mudar a pergunta. Talvez a pergunta certa não seja: “Porque é que os seres humanos se corrompem?”, […]

Porque celebramos o Natal?

Ana nunca compreendeu o Natal. Enquanto a cidade se enchia de luzes, ela esvaziava-se de sentidos, como se tudo aquilo não pertencesse ao seu mundo. Porquê celebrar algo tão distante e abstrato, um nascimento tão incerto e longínquo de alguém que nem sabia bem se tinha existido? Naquele ano, porém, algo parecia diferente. Ana sentia […]

Porque pensamos? (parte 3)

Desta vez, tendo em conta que este texto anda a ser ruminado há muito tempo e acabou por ficar muito extenso, fiz um resumo das ideias-chave de tudo o que escrevi. Por isso, para quem goste de textos mais curtos, aqui fica ele. Resumo A atividade a que chamamos pensar, no sentido mais consciente e […]

Porque receamos a morte?

A morte de Ofélia. John Everett Millais (1829–1896). Às vezes perguntam-me: Como é que consegues lidar tão bem com a morte? Como fazes para que ela não te incomode? Como consegues não ter receio dela? Em geral, respondo com um gracejo, claro. Mas o que me apetece realmente responder, ao estilo de Epicuro, é isto: […]

Porque pensamos? (Parte 2)

Na parte 1 deste tópico afirmei que a nossa identidade pode ser encontrada naquilo que pensamos. Porém, sucede que aquilo que pensamos não é apenas aquilo de que temos consciência que pensamos, resultando daqui um paradoxo que consiste em sermos necessariamente desconhecidos de nós mesmos, porque há um ser dentro de nós que pensa longe […]

Porque pensamos? (Parte 1)

Esta pintura, de um dos meus pintores preferidos, o norueguês Edvard Munch, retrata um dos meus pensadores preferidos, Friedrich Nietzsche, a fazer aquilo que sabia fazer melhor e que fazia muito intensamente: pensar. De tanto pensar, este último enlouqueceu. O primeiro também, tendo mesmo estado internado uns bons tempos, o que mostra que loucura, genialidade […]

Porque somos quem somos? (Parte 3)

Esta pintura é uma paródia a partir da pintura de René Magritte que surge na parte 2 desta mesma pergunta. Quem tiver saído frustrado das duas primeiras partes deste tópico encontrará nesta imagem certamente algum conforto. Em geral, quando se atira uma tarte à cara de alguém, a intenção é humilhar, por brincadeira e sem […]

Porque somos quem somos? (Parte 2)

Há alguém dentro da minha cabeça, mas não sou eu”. É este verso de um tema bem conhecido e bem antigo dos Pink Floyd que dará o mote ao texto que se segue. Na canção original, designada “Brain Damage”, do álbum “The Dark Side of the Moon” (lançado no longínquo ano de 1973), de que […]

Porque temos Fé?

Um dos maiores poetas brasileiros de sempre, Carlos Drummond de Andrade, dizia que “há  muitas razões para duvidar e uma apenas para crer”.  Estas palavras, se refletirmos bem nelas, podem dizer tudo o que há a dizer sobre a Fé, como um clarão que de súbito ilumina o espírito.  Mas podem também, havendo tempo e […]

Como interpretamos o mundo?

A imagem acima é um trabalho do artista holandês Maurits Escher, cujo título é Relatividade. Para além de criarem efeitos visuais surpreendentes, as obras de Escher são conhecidas por desafiar as leis da lógica convencional.Ao observarmos estes desenhos, somos desafiados a pôr em causa o modo como vemos o mundo. O nosso cérebro pode ver […]

Porque temos preconceitos?

Os preconceitos não são maus. Pelo contrário, eles representam um dos mais bem-sucedidos mecanismos cognitivos desenvolvidos no decurso da evolução da mente humana. Habitualmente, falamos em preconceitos como se não os devêssemos ter.  Mas não é assim. Eles não são apenas compreensíveis e justificáveis. São também necessários e indispensáveis. O sentido negativo, pejorativo, que atribuímos […]

Porque somos quem somos? (Parte 1)

Se não estamos ao leme de nós próprios, porque somos quem somos? Esta foi a pergunta que ficou suspensa num outro tópico. Cabe aqui lembrar desde já o que foi dito antes: não há nestes textos qualquer pretensão de dar uma resposta às questões difíceis da vida, mas apenas o objetivo de abrir pistas de […]

Porque fugimos das perguntas sem resposta?

Deve acontecer com todos nós: recordarmos alguns locais não por terem sido palco de qualquer acontecimento ou episódio marcante que lá tenha sucedido, mas porque nesse local nos ocorreu uma qualquer ideia importante para o nosso futuro, um qualquer estado de alma ou sentimento forte. Comigo, um desses locais foi a rua da Constituição.  Ainda […]

Qual é o sentido da vida?

A resposta mais sensata a esta pergunta pode ser dada muito rapidamente: perguntar qual é o sentido da vida não faz sentido. E não se trata de um jogo de palavras. A razão é muito simples. O sentido não é, nem pode ser, uma propriedade da vida. A vida, em si mesma, não tem, não […]

Porque sofremos?

Geralmente, não temos qualquer razão para sofrer. Se excetuarmos o sofrimento resultante da morte de um familiar, de um amigo, de um animal de companhia, ou ainda por motivos de saúde, em que a dor se manifesta objetivamente no nosso corpo, ou no corpo dos nosssos familiares ou amigos, não há qualquer razão para sofrermos. […]

Porque gostamos de respostas simples?

Porque é que, em geral, as pessoas preferem as respostas simples àquelas que são mais complexas, cheias de recantos e de hesitações, mesmo quando são estas últimas que conduzem ao conhecimento e nos colocam no caminho da verdade? Em primeiro lugar, porque não estão para se chatear. As pessoas não gostam de perder tempo, querem […]